31 DE Agosto DE 2020

Na manhã do dia 22 de abril de 2016, o Condado de Pike, em Ohio (EUA), acordou sem saber do que havia acontecido horas antes. Oito membros da família Rhoden foram assassinados e apareceram em quatro casas diferentes. A maioria estava deitada na cama, com um tiro na cabeça. O falecido Christopher Rhoden, a sua ex-mulher Dana, os seus três filhos de 20, 19 e 16 anos, Frankie, Hannah e Chris. A noiva de Frankie, o irmão de Christopher e o seu primo Gary. Oito membros da família Rhoden, dos quais apenas um menino de três anos, um bebé de seis meses e um bebé de quatro dias sobreviveram.

Foi então que a polícia do Condado de Pike começou a investigar. Estava claro que não se tratava de um suicídio em massa, mas de um assassinato planeado a sangue frio e, portanto, o assassino ou os assassinos estavam em casa. Vieram investigadores de todo o país para ajudar a polícia local. Foi iniciada uma macro operação de rastreamento dos rastos e um interrogatório a todos aqueles que conheciam a família. Até um empresário que vivia naquela zona, ofereceu uma recompensa para quem desse uma pista confiável que pudesse ajudar na investigação.

 

Após dois anos de investigação e nenhuma pista confiável ou qualquer linha de investigação bem-sucedida, o inesperado aconteceu. A 13 de novembro de 2018, a polícia de Pike prendeu seis pessoas pelo crime contra a família Rhoden. Eram seis membros da família Wagner. O elo entre as famílias era uma filha de três anos de Hannah Rhoden (assassinada) e Jake Wagner. Foi após os interrogatórios que perceberam o motivo do que havia sucedido, a custódia da pequena Sophia, a filha que ambos tiveram quando Hannah tinha apenas 15 anos e Jack 20. Jack chegou a ser acusado de um crime sexual.

 

Embora estas detenções tenham sido muito surpreendentes, o facto é que a polícia havia colocado a família Wagner no seu radar um ano antes da sua detenção, um ano depois do massacre. Foram encontrados documentos falsos, câmaras e até peças com as quais construíram os silenciadores que usaram naquela noite fatídica de abril de 2016.

 

Anteriormente, a família Wagner era amiga íntima da família Rhoden, conheciam perfeitamente as casas onde moravam, bem como as suas rotinas. Mesmo assim, supostamente planearam os assassinatos durante meses, mantendo os registos sobre para onde iam e onde estavam a cada momento, além de controlar os dispositivos de segurança que as quatro casas possuíam.

 

Mesmo hoje, a sentença ainda não é definitiva. Permanecem em audiências preliminares há três anos, e os membros da família Wagner continuam a defender a sua inocência com unhas e dentes. Assim, o desfecho deste massacre ainda não é conhecido.

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