25 DE Maio DE 2021

Samuel Little tem sido um residente assíduo nas instalações prisionais dos EUA há décadas. Ao longo dos seus 79 anos de idade, passou a maior parte da sua vida dentro e fora da prisão, sem que se soubesse que por detrás dos crimes pelos quais foi condenado estava escondido um assassino em série. Agora, aos 79 anos, confessou ter assassinado 93 mulheres. Graças aos profissionais forenses, criminologistas, especialistas, agentes das forças de segurança do país e psicólogos, já foi possível comprovar e reconstruir mais de 50 cenas de crime, ainda assim, metade dos casos ainda não foram desvendados. Com as 50 vítimas confirmadas, Little destituiu Gary Ridgway, do pódio macabro do maior assassino em série.

 

PRIMEIRAS CONDENAÇÕES

Este cidadão americano entrou na prisão pela primeira vez em 1956 por um delito, as suas estadias estiveram sempre relacionadas com pequenos furtos ou escândalos públicos. Vivia nas ruas e estava sempre bêbado, por isso as autoridades locais nunca prestaram atenção, nem nunca o tiveram no radar como suspeito em atos violentos.

 

A TERRÍVEL DESCOBERTA

Em 2012, foi preso num centro de sem-abrigo no Kentucky e enviado para a Califórnia para testemunhar sobre uma acusação de droga. Quando a polícia de Los Angeles introduziu o seu ADN na base de dados, os sinais de alarme soaram. Foi imediatamente ligado a três homicídios não resolvidos em 1987 e 1989, quando três corpos de mulheres foram encontrados, espancados e abandonados, na cidade.

De seguida, as amostras foram transferidas para a base de dados do FBI e detetaram-no como o autor de várias mortes violentas em 25 estados.

Um dos casos teve lugar no Texas, pelo que foi imediatamente levado para interrogatório. Quando um agente do Texas começou a interrogá-lo, Samuel Little logo confessou os 93 homicídios. Esteve mais de um ano e meio no processo de interrogatório, até que a sua memória começou a falhar devido à sua idade, mas até agora 50 dos crimes confessados foram verificados.

O que as suas vítimas têm em comum é que todas elas eram mulheres jovens, com problemas de toxicodependência, sem-abrigo ou prostitutas. Muitas nem tinham familiares diretos ou amigos que pudessem dar o alarme sobre o seu desaparecimento ou reclamar os seus corpos.

O FBI lançou um apelo a nível nacional para resolver os 43 casos pendentes. Se tiver conhecimento de mulheres que morreram ou desapareceram em circunstâncias violentas desde 1970, é-lhe pedido que notifique as autoridades. Está a ser realizado um mapeamento a nível nacional para atribuir nomes e apelidos aos corpos que apareceram ao longo de quatro décadas por todo o país.

Para ajudar na identificação das vítimas, a agência governamental registou as confissões de Samuel Little para que, caso seja possível, se consigam encontrar mais pistas sobre as mulheres assassinadas. Inclusive, algumas destas declarações são acompanhadas de desenhos feitos por Little.

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