27 DE Julho DE 2020

Onze raparigas foram sequestradas e assassinadas em circunstâncias semelhantes entre 1971 e 1977 em Galveston, Texas. O agressor poderia ter sido um serial killer, pois existia um modus operandi idêntico em todos os casos. No entanto, não se sabia quem era o culpado e a investigação estava a perder força devido à escassez de pistas. Tornou-se um crime não resolvido. O que aconteceu?

Maria Johnson e Debbie Ackerman eram amigas. A última vez que foram vistas, seguiam em direção a uma carrinha branca dirigida por um homem. Os corpos foram encontrados em novembro de 1971, perto de um pântano, e em Galveston ninguém se esquece deste crime. Debbie e Maria foram as primeiras a desaparecer, embora não tenham sido o único par de amigas com este final trágico.

Mais tarde, foram encontrados os ossos de outras duas adolescentes – Sharon Shaw e Rhonda Rene – depois de terem passado o verão inteiro desaparecidas. Os restos mortais das vítimas foram vistos num pântano a alguns quilómetros de distância. A partir de então, foram sido descobertos mais corpos. Duas meninas, Brooks Bracewell e Gregoria Geer, foram raptadas na pequena cidade de Dicknson. A primeira, foi a vítima mais nova, tinha apenas doze anos de idade. Ao longo dos seis anos seguintes, haviam sido sequestradas e assassinadas outras crianças de aparência semelhante. No total, foram onze vítimas de Galveston, Houston, Webster, Dickinson e Alvin, cujos casos não foram solucionados.

Em Galvenston, a população ainda se lembra de Maria e Debbie: duas adolescentes felizes e extrovertidas. Todos os anos se perguntam se alguma vez, a pessoa responsável pela morte das duas jovens, será encontrada. Mais de trinta anos depois, apareceu uma carta de um recluso que afirma ser o autor desses dois assassinatos, bem como dos outros nove. A confissão veio de Edward Bell, um prisioneiro que foi definido como um serial killer. Ele alegou ter morto as jovens, e ainda respondeu a outras perguntas sobre os crimes.

No entanto um inspetor da polícia já reformado, Fred Paige, e uma jornalista, Lise Olsen, decidiram investigar minuciosamente este caso, recuperando pistas para garantir que Ed Bell foi quem realmente matou as meninas. Para isso, observaram os detalhes que só o assassino poderia saber. Eles entrevistaram o suposto autor dos crimes para fazer questões sobre determinados aspetos, de forma a verificar se eles coincidiam, ou não, com a realidade. Numa destas entrevistas, Bell afirma ter recolhido as meninas numa carrinha. No entanto, em entrevistas consecutivas, alega não ter matado ninguém.

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