22 DE Agosto DE 2019

Em Julho deste ano o BITPoint, mercado japonês de criptomoedas, fez um anúncio que deixou todos os utilizadores de bitcoins com um nó na garganta. Os seus fundos, que ascendiam a 28 milhões de euros, foram roubados. Estas criptomoedas pertenciam aos seus clientes e aos seus próprios fundos o que, somado à queda a pique da empresa na bolsa, poderia levar ao seu encerramento. E não é a primeira vez que uma empresa “entra em parafuso” depois de sofrer um roubo deste género. Em 2014 a casa de câmbio MtGox teve de encerrar depois de sofrer um roubo de 850.000 bitcoins. Apesar das medidas de segurança que estas empresas têm hoje em dia, os hackers conseguem assumir o controlo dos seus sistemas e operar à vontade, inclusive por períodos de tempo alargados de duas ou três horas.

 

No Japão também não é o primeiro caso de roubo de bitcoins. De há quatro anos para cá, o hacking dos sistemas de segurança das companhias japonesas de criptomoedas é algo que se está a tornar habitual. Os hackers atacam mais as empresas do Japão uma vez que lá o negócio das criptomoedas está no seu auge, sendo o país com maior comércio desta moeda.

 

Ainda que a quantidade de dinheiro roubada no mês de Julho possa surpreender, não se assemelha ao maior roubo sofrido pelo operador japonês Coincheck, em Janeiro de 2018. Por essa altura os hackers assumiram o controlo dos sistemas da empresa levando consigo activos no valor de 534 milhões de dólares.

 

Os ladrões não foram atrás de Bitcoins, mas procuravam antes outra moeda virtual menos utilizada mas que faz, ainda assim, parte do top 10 do mercado: as NEM. Apesar de se saber para que conta foram transferidos os fundos, ainda não foram descobertos os autores do crime nem recuperado o dinheiro dos clientes.

 

O trabalho dos hackers foi tão subtil que a Coincheck não se deu conta do roubo até oito horas depois de ele ter acontecido. Foi então que congelaram os depósitos e levantamentos da moeda, mas era demasiado tarde. Este foi, até hoje, o maior roubo de moeda digital alguma vez cometido.

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