23 DE Março DE 2020

No final de 2019 foi impedido em França um roubo que poderia muito bem ser o argumento de um filme.

 

O Castelo de Fontainebleau é famoso por acolher, dentro dos seus muros, um museu de arte chinesa de valor incalculável. Foi residência de 34 reis e imperadores entre os séculos XII e XIX e, ao longo dos séculos, foram-se acumulando no seu interior cerâmicas, artefactos e pinturas chinesas de grande valor, procedentes na sua maioria de apreensões feitas durante a Revolução Francesa e do saque do Palácio de Verão de Pequim em 1860.

 

Aparentemente, a máfia chinesa contratou ladrões para este roubo por encomenda e à cabeça deste grupo de delinquentes estava Juan María Gordillo Plaza «El Niño». Este espanhol de 33 anos, natural de Madrid, era a “cabeça pensante” daquele que quase foi um dos grandes roubos do século e estava encarregue de formar um grupo ao mais puro estilo de “Ocean’s Eleven”.

 

A Polícia Nacional começou a seguir o rasto do El Niño em Espanha, na sequência de conversas telefónicas em que se falava do roubo de um museu. Depois de ter avisado a Europol, esta entidade alertou a polícia francesa para o que se poderia estar a preparar.

Quando os ladrões cruzaram a fronteira, as autoridades tiveram apenas de seguir os delinquentes e descobrir que o seu objectivo era o Castelo de Fontainebleau, a poucos quilómetros de Paris.

 

Para tentarem passar despercebidos, os criminosos comportaram-se como meros turistas na capital francesa, visitando a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo e até o estádio do Paris Saint Germain. Quando visitaram o castelo, tanto a Europol como a polícia francesa estavam de olhos postos no grupo. Localizaram o cartão com que compraram os bilhetes para visitar o museu, que foi o mesmo com que pagaram a estadia num hotel muito próximo. O cartão pertencia a um cidadão chinês, o elo de ligação entre a máfia e os ladrões.

No dia em que o roubo iria acontecer, a polícia actuou e deteve o grupo que tinha nos seus telemóveis as imagens das obras que tinham sido encarregues de roubar.

Todos os detidos negaram o seu envolvimento no futuro roubo e afirmaram que estavam em França apenas como turistas. Todos permanecem na prisão, acusados da participação em associação criminosa com vista à preparação de um crime e por roubo e participação numa quadrilha organizada.

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