3 DE Outubro DE 2019

De vez em quando surgem notícias terríveis de pessoas que passaram praticamente toda a sua vida presas e isoladas em casa – ou em algum outro lugar – contra a sua vontade.

Um dos casos que mais chocou a sociedade foi protagonizado por Ariel Castro. Este americano sequestrou e violou Amanda Berry, Michelle Knight e Gina DeJesus durante 10 anos.

 

Knight foi sequestrada em 2002 com 21 anos, Berry em 2003 com 16 anos e DeJesus em 2004 com apenas 14 anos. Todas tiveram várias gravidezes que não chegaram ao fim, mas Amanda Berry chegou a dar à luz uma menina, que tem hoje 12 anos. O dia 6 de Maio de 2013 marcou o fim do pesadelo destas três mulheres, que viveram entre 9 e 11 anos de terror. Amanda Berry conseguiu fugir e chamar a polícia. Ariel Castro foi detido, julgado e condenado a prisão perpétua. Apenas um mês depois de lhe ter sido lida a sentença, Castro enforcou-se na sua própria cela.

 

Quando a pequena Natascha Kampusch foi sequestrada, com 12 anos, jamais lhe passaria pela cabeça o inferno que estava prestes a enfrentar durante seis anos.

 

O seu sequestrador e violador, Wolfgang Priklopsilon, manteve-a presa num quarto subterrâneo, submetendo-a a todo o tipo de maus-tratos e humilhações de que ainda hoje não se conhecem detalhes, uma vez que Kampusch se recusa a falar sobre eles.

 

Priklopsilon suicidou-se no mesmo dia em que os seus crimes viram a luz do dia.

 

Viveram-se nove meses de agonia em Salt Lake City (Utah, EUA), depois de se tomar conhecimento do sequestro de Elizabeth Smart, de 14 anos. O casal Brian David e Wanda Mitchell raptou-a e manteve-a presa em sua casa. Foi drogada, violada e agredida diariamente, ameaçada de morte se decidisse fugir.

 

Para além disso, Brian obrigou Elizabeth a casar-se com ele numa cerimónia Mórmon.

 

No dia 12 de Março de 2003 a polícia libertou-a, depois de a ter encontrado a 30 km de sua casa, numa rua da localidade de Sandy (Utah). Brian David foi condenado a prisão perpétua, enquanto que a sua mulher foi condenada a passar 15 anos numa prisão federal. Foi libertada em Setembro de 2018, aos 72 anos.

 

Mas nem sempre os sequestros são cometidos por desconhecidos. Muitas vezes são os próprios familiares que fazem com que os sequestrados vivam um verdadeiro inferno.

 

Em 2017 foi lançada uma notícia de que uma rapariga de 33 anos, com deficiência mental, tinha aparecido morta em sua casa em Osaka (Japão). Estava presa num pequeno quarto desde que tinha 16 anos. Quando a encontraram pesava apenas 20 Kg.

 

Por ter tido um filho fora do casamento, a italiana Maria Monaco foi condenada às mãos da sua família. Aos 29 anos foi sequestrada durante 18 anos, no seu próprio quarto, enquanto que o seu filho vivia como um rapaz normal, de 17 anos. A polícia libertou-a aos 47 anos, no seguimento de uma chamada anónima.

 

Mas sem dúvida que um dos sequestros que mais abalou a comunidade foi o do monstro de Amstetten. Josef Fritzl sequestrou e violou a sua filha em inumeráveis ocasiões, durante mais de duas décadas. Elizabeth Fritzl teve sete filhos do seu próprio pai, um dos quais morreu logo à nascença.

 

Quando uma das crianças precisou de ser hospitalizada, a macabra realidade veio à tona. Fritzl foi condenado a prisão perpétua e internado no hospital psiquiátrico da prisão de Mittersteig.

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