21 DE Junho DE 2021

O General Naranjo viveu o apogeu dos narcos, lutando cara a cara com o todo-poderoso Pablo Escobar. Foi um dos poucos que nunca se deixou corromper por subornos, concentrando-se em fazer cumprir a lei e caçar o traficante de droga mais famoso de todos os tempos.

Oscar Naranjo nasceu na Colômbia numa família de classe média-alta. O seu pai também foi general e diretor da Polícia Nacional, pelo que não é surpreendente que tenha incutido no seu filho o sentido de justiça e honestidade para defender o seu país e salvaguardar o bem-estar dos seus cidadãos.

Desde cedo, os seus estudos foram orientados para o campo da segurança e defesa, tendo-se tornado Administrador da Polícia e licenciado em Gestão Geral para a Polícia Nacional aos 20 anos de idade.

 

Após a reforma do seu pai, Naranjo começou a trabalhar nos serviços secretos, tomando a seu cargo o desenho de segurança do Palácio da Justiça. Foi o início da revolução de segurança na Colômbia, uma vez que foi posta em causa após anos de suborno por parte dos traficantes de droga. A credibilidade da polícia colombiana estava no fundo do poço, ao ponto de estar à beira do desaparecimento. Foi então que organizou um sistema de inteligência eletrónica, com dispositivos que podiam intercetar comunicações e monitorizar via satélite. Isto foi fundamental para a perseguição de Pablo Escobar.

 

Em 1995 foi nomeado Diretor da Inteligência Policial, criando uma revolução nas entranhas da força policial, despedindo mais de 11.000 polícias corruptos. A partir daí ele deu o salto para a política, mantendo-se atento à corrupção. Os políticos corruptos conseguiram enviá-lo para Londres como adido da polícia, longe da sua influência em solo colombiano. Mas tudo mudou quando Álvaro Uribe o nomeou Diretor da Polícia Metropolitana de Cali para combater o ressurgente cartel da droga, o Rodriguez Orejuelas e o famoso Norte del Valle.

 

Já em 2005, foi nomeado Diretor-Geral da Polícia Nacional após o escândalo de registos policiais ilegais ter levado à demissão do comandante anterior. No seu novo mandato policial, teve de combater as FARC, a principal ameaça do país depois de o poder do mundo da droga ter sido corroído. Teve também de lidar com a prisão do seu irmão, acusado de tráfico de droga.

 

Em 2010 foi promovido a General de quatro estrelas, o primeiro agente da polícia a alcançar esta patente. Após a sua reforma em 2012, foi nomeado como representante do governo, dando início à sua carreira política, e em 2013 tornou-se membro do conselho da Fundação do Bom Governo para a reeleição de Santos. Após a vitória eleitoral, Naranjo foi nomeado Ministro Conselheiro para o Pós-Conflito, uma posição recentemente criada que se centrava 100% nas negociações com o ELN e as FARC.

 

A 12 de Janeiro de 2017, o Presidente Juan Manuel Santo nomeou-o Vice-Presidente da Colômbia, cargo que ocupou até 7 de Agosto de 2018, sendo os seus três pilares: o acordo de paz com as FARC, a luta contra a criminalidade, e a guerra contra as culturas de marijuana e cocaína.

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